
O Internacionalista n°2 / NOTAS NACIONAIS / abril de 2023
Um mês depois da calamidade no litoral de S. Paulo, o Maranhão sofre com as enchentes
O capitalismo em decomposição só oferece a barbárie social às massas.
Os capitalistas e seus governos são os responsáveis pela destruição das vidas das famílias da população empobrecida
Os deslizamentos e enchentes causados pelas fortes chuvas deixaram seis mortos e 33 municípios em estado de emergência no Maranhão. Um mês depois da calamidade no litoral norte de S. Paulo, novamente os mais pobres são mortos, feridos e tirados de suas casas, sem saber para onde irão. Quase 15 mil famílias foram afetadas pelas consequências das chuvas e falta de estrutura e planejamento (aviso), que são consequências das administrações públicas e da miséria, que leva famílias a morarem em locais de risco. Somente os mais pobres são de fato os mais afetados. Os grandes proprietários sempre estão livres das calamidades, qualquer que seja o governo.
As chuvas chegaram a cavar dezenas de voçorocas, crateras no solo com até 600 metros de comprimento e profundidade de até 70 metros de altura. Casas ficaram à beira dos precipícios, sem ajuda das prefeituras ou dos governos estadual e federal.
A liberação de verbas extraordinárias pelo governo federal, para ajuda às famílias afetadas, passa pelo crivo dos governantes estaduais e municipais. Assim, passa-se o mesmo que com as verbas ordinárias. A população empobrecida continua seu calvário, sob as botas dos capitalistas e seus governos.
Trata-se de exigir que todos os recursos canalizados ao estado e município sejam e controle dos moradores, por meio de seus organismos próprios, criados em assembleias populares. Exigir o pagamento do salário mínimo vital para que os assalariados tenham condições mínimas de existência. Emprego a todos. Isso somente se conseguirá por meio da luta de classes, e não por meio das instituições e métodos da própria burguesia (parlamento, judiciário, etc.).
