O Internacionalista n° 2 / INTERNACIONAL / abril de 2023

Ucrânia

Um ano de guerra na Ucrânia: pela derrota militar da OTAN!


A ONU aprovou uma resolução, com o voto do Brasil, que estabelece sua política para a guerra na Ucrânia: Retirada das tropas russas, integridade territorial e autodeterminação da Ucrânia, paz duradoura sem anexações. É evidente que seu conteúdo é o de derrota total da Rússia e vitória da OTAN e dos Estados Unidos e seus aliados.
A guerra na Ucrânia começou a partir do momento em que a burocracia governamental encabeçada por Putin esgotou todas as manobras diplomáticas para deter o fechamento do cerco militar que a OTAN estava armando ao redor da Rússia. O governo da burocracia passou a agir com os métodos militares, adentrando o território ucraniano a partir do Leste. Essa medida, que não tem nada a ver com uma política proletária, que seria impulsionar as massas ucranianas para que com sua mobilização derrotassem o governo capacho do imperialismo de Zelensky, encontrou apoio da população da região do Donbass, que estava em guerra civil há oito anos, reivindicando sua separação da Ucrânia e integração à Federação Russa. O início da guerra foi o de um país armado com a 2ª indústria militar do planeta, contra um vizinho com 12 vezes menos armas. O resultado foi o avanço russo em todas as frentes.
Mas o governo Zelensky conseguiu obter amplo apoio das potências imperialistas e, a partir de setembro de 2022, iniciou uma contraofensiva, a partir do esvaziamento dos estoques militares de 32 países que, sob a direção dos EUA, tornaram a Ucrânia em um enclave militar contra a Rússia.
Em sua defesa, a Rússia anexou quatro territórios do Leste e Sul ucranianos, os mesmos em que a população russa reivindicava sua separação da Ucrânia e integração à Federação Russa. E passou a responder a contraofensiva ucraniana com mais soldados e armamentos. Houve momentos no inverno em que a Ucrânia inteira ficou às escuras, por conta de bombardeios russos às suas centrais elétricas.
A OTAN reforçou e vai reforçar seus armamentos na Ucrânia. No entanto, os antimísseis estadunidenses mais modernos têm obtido ainda menor eficácia contra os ataques de mísseis russos. EUA e Alemanha correm para enviar seus tanques Abrams e Leopards.
A possibilidade de derrota da OTAN na Ucrânia tem levado os EUA a discutirem como seria possível um plano de paz, alternativo à entrada direta de tropas ianques na região, que já conta com a ação de ingleses, poloneses, etc.
A Rússia ainda conta com uma conquista inestimável da Revolução Proletária, que é a propriedade nacionalizada dos principais ramos da economia. Essa conquista tem permitido que o país ainda consiga se sustentar economicamente diante das sanções impostas pelas potências imperialistas. O que se reflete em sua resistência na guerra da Ucrânia, enfrentando uma aliança de 32 países.
Para as potências imperialistas em declínio industrial (os EUA passaram de 42% da indústria, após a 2ª Guerra Mundial, para 15% hoje; a Europa está abaixo dos 20%; o Japão tem atualmente apenas 5% – a China tem mais de 30%), coloca-se a necessidade de destruir os Estados operários degenerados, para que, com o seu fim, seja possível destruir amplamente as forças produtivas de Rússia e China, e dar um novo fôlego ao capitalismo em decomposição, como já ocorreu após a 2ª guerra mundial, até os anos de 1970. Por isso, os EUA cercaram a Rússia por meio da militarização dos países da OTAN no Leste europeu. E estão cercando a China no Pacífico sul, instalando bases militares nas Filipinas e deixando apenas a porta de Taiwan para fechar o cerco.
O proletariado mundial combate a burguesia em seus países e a burguesia mundial por cima deles, o imperialismo. Jamais pode favorecer os movimentos das potências imperialistas em nenhuma parte do planeta. Cada avanço do imperialismo representa uma derrota ao proletariado mundial. Representa o fortalecimento das medidas ditadas pelo capital financeiro internacional em toda parte.
Somente essa questão já seria suficiente para se tomar uma posição proletária de derrota militar da OTAN frente à Rússia na Ucrânia, em cada um e em todos os países. Assim se fez quando os EUA atacavam Iraque, Afeganistão, a Líbia ou o Estado Islâmico. Não apoiamos nenhum desses governos, nem suas políticas, ou seus métodos, mas estamos ao lado das nações oprimidas contra as nações opressoras, imperialistas.
A particularidade de China e Rússia é que preservam, cada um a seu modo, a estatização dos principais ramos da economia e do sistema financeiro em seus países. A burocracia de cada um desses países não o faz em defesa do socialismo ou da revolução. Usurpadores do poder do proletariado sobre a economia e a política, defendem a propriedade estatal como meio de preservar sua fonte de ganhos e privilégios. A revolução política, que derrubará a burocracia e restabelecerá o poder político e econômico do proletariado sobre a economia e o país, tomará como ponto de partida para a retomada do percurso ao socialismo a estatização dos principais ramos da economia, que ainda persiste.
É um dever do proletariado mundial preservar suas conquistas revolucionárias nesses dois países, que estão sob a ameaça de destruição pelos EUA e aliados imperialistas. Isso não significa apoiar os métodos burocrático militares empregados pelas burocracias encabeçadas por Putin e Xi Jinping. Nem suas políticas ou seus governos. Nossa defesa é das economias estatizadas contra a destruição pretendida pelo imperialismo. Por isso defendemos: Pela Derrota militar da OTAN na Ucrânia! E criticamos a esquerda pacifista ou pró-imperialista que apoia as pretensões da ONU/OTAN de derrotar a Rússia.

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