
O Internacionalista n°4 / MOVIMENTOS / junho de 2023
Balanço dos atos de 1º de Maio em São Paulo
No município de São Paulo, ocorreram dois atos do 1º de maio, o chamado “1º de Maio Unificado”, que ocorreu no Vale do Anhangabaú, organizado por CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Intersindical (Classe Trabalhadora), CSB, Nova Central e Pública; e o “1º de Maio Classista e Independente de governos e patrões”, organizado pela Pastoral Operária e CSP-Conlutas, na Praça da Sé.
O ato do Anhangabaú foi extremamente governista. O presidente da CUT, nas convocatórias, afirmou que “vamos celebrar a nossa maior vitória nos últimos anos”, referindo-se à eleição de Lula. O ato, inclusive, contou com a presença do P residente da República, que anunciou o aumento do salário mínimo, de R$ 1.302, para R$ 1.320, um aumento de míseros R$ 18. Nenhuma palavra foi dita sobre o salário mínimo calculado pelo DIEESE, que hoje está em R$ 6.676,11, e que corresponderia às reais necessidades. O ato também foi festivo, contando com diversos shows de artistas.
Já o ato da Praça da Sé foi um ato onde compareceu somente a vanguarda das organizações. Esteve ausente, a classe operária. No campo internacional as falas, faixas e manifestos expressaram o alinhamento ao imperialismo/OTAN na Guerra na Ucrânia. Partidos como PSTU e POR serviram de canal para que a OTAN se expressasse no 1o de Maio “classista”. Seja com a posição defendida pela LIT/PSTU de envio de armas para o governo Zelensky, apoio à “resistência ucraniana e pela retirada as tropas russas do país (bandeiras comuns a todas as correntes morenistas, seja pelas bandeiras defendidas pelo CERQUI/POR, de retirada das tropas russas, pela integralidade territorial da Ucrânia e pela paz sem anexações). No campo nacional, por sua vez, predominaram as vacilações em defender uma oposição revolucionária perante o Governo Lula. Ao mesmo tempo em que se atacava o arcabouço fiscal e a não revogação das contrarreformas, apontavam-se os avanços na política de valorização da mulher, do aumento do salário mínimo, nas medidas de combate ao racismo, a importância de sua eleição para “derrotar o fascismo”, etc. Partidos e correntes que apoiaram a eleição de Lula/Alckmin estavam presentes e expressaram a subordinação ao governo burguês de frente ampla.
O Partido Proletário Revolucionário Internacionalista (PPRI) atuou no ato na Praça da Sé, por meio de manifesto e faixa, já que foi negada a palavra no caminhão de som, com a defesa de um 1º de maio para organizar, unificar e centralizar a luta pelas reivindicações que respondem ao agravamento da miséria, do desemprego, da destruição de direitos, do entreguismo, e de toda forma de opressão. Saudou as lutas e greves na França contra a Reforma da Previdência, defendendo a derrubada da contrarreforma, e pela derrota militar da OTAN na Guerra na Ucrânia.
