O Internacionalista n° 7 / MOVIMENTOS / setembro de 2023

Após muito “festejar” o diálogo com o governo, direção sindical dos Ecetistas é obrigada a rejeitar a proposta salarial


Trabalhadores dos Correios, organizadas na FENTECT (CUT) e FINDECT (CTB), atuaram, desde 2022, para a eleição do novo governo petista. Comemoram a vitória do “governo dos trabalhadores”, e passaram a elogiar as mesas de negociação entre o governo e as direções sindicais, que ocorreram ainda nos primeiros meses do ano.
A direção da ECT foi trocada. Saiu o general Floriano Peixoto, e entrou o acadêmico Fabiano Silva. Em fevereiro, o secretário de Comunicação da Fentect-CUT, Emerson Marinho, dizia que a relação dos sindicatos com a empresa teria mudado da “água pro vinho”. Os informes, tanto da FINDECT quanto da FENTECT, eram sempre muito positivos, mostrando que as reuniões de negociação (sem mobilização ou luta) estavam “avançando”.
Com a aproximação da data-base da categoria, em agosto, as demandas salariais e não salariais foram apresentadas, e a direção dos Correios precisava posicionar-se . Como em outras categorias, como a do funcionalismo federal, o governo foi enrolando bem as direções, indicando disposição para modificar aspectos do Acordo Coletivo, como garantir alguns direitos que foram retirados em 2020. A questão fundamental da Campanha dos ecetistas, como de todos os trabalhadores, é a questão do reajuste e aumento salarial. E aí o governo e a direção da estatal não foram nada “avançados”.
A proposta da empresa foi a de reajuste apenas em janeiro de 2024 (de 3,18%) e não retroativo a agosto, como em todos os anos; e um reajuste (também de 3,18%) nos benefícios para este ano. As direções foram obrigadas a convocar as assembleias no final de agosto, e a posição das duas federações foi a de rejeitar a proposta dos Correios.
Com isso, as direções apresentaram às bases a proposta de paralisação e greve a partir de setembro (dia 12). Esperam, com isso, arrancar alguma proposta melhor do governo e da direção dos Correios. Apenas iludem os trabalhadores, ao dar mais “tempo” para a ECT. Já sabem a resposta. Esperam que a Justiça do Trabalho intervenha e melhore a proposta, como sempre esperam, em cada campanha salarial.
Os trabalhadores não podem ficar reféns desta política colaboracionista. É urgente a necessidade de organizar os comitês de mobilização, aprovar nas assembleias o início da greve e, somente com a mobilização nacional e paralisados, voltar a negociar com a patronal. Esta é política classista que defende os interesses dos ecetistas. Inclusive, o conjunto das reivindicações, que envolvem a retomada de todos os direitos retirados nos últimos anos, depende de um movimento nacional e em unidade com outros setores e trabalhadores. Não esperar mais! Aprovar a greve nacional para garantir o reajuste de 100% da inflação e aindalutar pelo aumento real dos salários, pela estabilidade dos contratados, pela abertura de novas vagas, pela melhoria das condições de trabalho, e contra qualquer investida privatista!

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