
O Internacionalista n° 7 / NOTAS NACIONAIS / setembro de 2023
Governo Lula aumenta preço dos combustíveis
O Governo Lula, por meio da direção da Petrobrás, anunciou no dia 15 de agosto o aumento de 25,83% no preço do diesel e de 16,27% na gasolina.
O anúncio da elevação dos preços ocorreu em um momento em que os acionistas privados da Petrobrás (a maior parte formada por grandes fundos estrangeiros), as refinarias privatizadas e as empresas importadoras de combustíveis protestavam fortemente contra a política de preços da estatal.
Houve até informações divulgadas pela grande mídia burguesa de risco de abastecimento de diesel nos postos pelo país, o que foi prontamente negado pelas principais distribuidoras, logo após o aumento anunciado pelo governo.
Com estes reajustes, os preços nas refinarias da Petrobrás se aproximam do preço de paridade de importação (PPI), que o governo diz ter abandonado. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis a defasagem média no dia 21 de agosto era de 11% no preço do diesel, e de 9% no preço da gasolina.
No entanto, embora os números o demonstrem, até o momento, a única entidade sindical que caracterizou abertamente que o fim do PPI é uma “farsa” foi a Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET). Os Sindicatos petroleiros e as duas Federações – FUP e FNP – quando do anúncio do “fim do PPI” em maio, soltaram notas e artigos comemorando a “conquista”.
Nós, do PPRI, caracterizamos desde o anúncio do “fim do PPI” que o Governo seria incapaz de controlar os preços dos combustíveis, porque para isto seria preciso reestatizar as refinarias privatizadas, bem como a BR Distribuidora e a Liquigás, e a própria Petrobrás. Somente com estas medidas de defesa da maioria e da soberania nacionais é possível controlar os preços dos combustíveis de acordo com as necessidades da maioria oprimida, não das multinacionais.
