
O Internacionalista n° 7 / NOTAS INTERNACIONAIS / setembro de 2023
Como a China atua sobre a crise no setor da construção civil/imobiliário?
O setor da construção civil na China tem aparecido na imprensa burguesa desde a crise de endividamento da gigante empresa privada Evergrande, anunciada em 2021. A empresa Country Garden, listada entre as maiores 500 empresas do mundo, no final de 2022, também não honrou com os juros de suas dívidas, no final de julho; dívidas estimadas em US$ 165 bilhões. Ela é a maior incorporadora de vendas no setor imobiliário. Suas ações caíram 18%, no início de agosto. Em seguida, no dia 18 de agosto, a mesma Evergrande solicitou oficialmente, nos EUA, ajuda para não entrar em falência. Com estes e outros fatos, o setor financeiro internacional, que detém ações nestas empresas gigantescas, impõe editoriais econômicos alarmistas sobre a extensão da crise e sobre a situação geral da economia chinesa. A pergunta que os marxistas devem responder é se, como nos EUA, a crise no setor da construção civil chinês pode significar uma crise geral da economia, e como a China, dominada pela grande propriedade estatal e pela burocracia do partido comunista, responde à crise no setor.
O setor imobiliário e de construção civil representa cerca de 25% do PIB chinês. A crise de endividamento das empresas do setor revela, portanto, um estrangulamento do mercado interno. Em julho deste ano, a agência Goldman Sachs alterou sua previsão de queda para o setor, no mercado interno chinês, de 25% para 33%, no segundo semestre de 2023. Apesar de o PIB da China continuar crescendo, tendo já alcançado 2,9% de crescimento no primeiro semestre de 2023; do total de 5,5% de previsão para o ano, a taxa de investimento em imóveis no país caiu 5,4%, em relação a 2022. Em junho, o início de novas construções havia caído 24,3%, em relação ao ano anterior.
Acompanhando a Country Garden, outra empresa chinesa, a Shimao, voltada ao mercado de imóveis de luxo, também apresentou um calote no início de agosto, no valor de US$ 1,02 bilhão. A empresa alega uma diminuição de 72% nas vendas do primeiro semestre de 2023, em relação ao ano anterior.
A situação ruim do setor da construção civil, no mercado interno, ficou evidente em setembro de 2021, quando a Evergrande, a segunda maior empresa da China no setor, indicou dificuldade em honrar com as dívidas, que giram em torno de US$ 300 bilhões. Embora o governo chinês, por meio de seus bancos estatais, tenha permitido a renegociação de parte de suas dívidas, a empresa tem credores em todo o mundo. Agora, no início de agosto, a empresa solicitou, em um tribunal nos EUA, uma “proteção” contra possíveis processos judiciais, enquanto realiza o plano de “reestruturação financeira”. O pedido se ancora na ideia que é melhor “esperar” a empresa se reestruturar financeiramente, do que solicitar a falência, assim consegue arrolar suas dívidas para frente.
O preço dos imóveis na China também tem caído, nos últimos meses. Com base nas 70 maiores cidades, houve uma queda de 1,5%, em dezembro de 2022, em relação a 2021. A situação da construção civil se espalha para outros setores, como o da indústria siderúrgica, que se utiliza do ferro/aço. Segundo os dados da organização World of Steel, a indústria chinesa do setor contraiu 7,3%, em maio de 2023, frente ao mesmo período em 2022. Conforme dados da Iron and Steel Association, organização chinesa do setor, quase metade das principais usinas sofreu prejuízo, nos primeiros cinco meses do presente ano. O preço do ferro, no mercado internacional, já tem uma queda acumulada de 20% em 2023, já que a China é uma das maiores produtoras, mas também exportadoras do minério, do planeta.
A política da burocracia estatal chinesa
Diante destes números, tanto em relação ao setor em específico quanto à contração da economia interna, a política da burocracia do Partido Comunista chinês tem sido continuar estimulando o consumo, com a redução de juros, que passaram a 2,5% ao ano.
No entanto, o baixo consumo interno continua produzindo deflação, de 0,3% para os consumidores, e de 4,4% para os produtores, segundo os dados de julho de 2023, comparados ao ano anterior. O registro de aumento do desemprego entre a juventude chinesa, de até 24 anos, chegando a 21,3%, reforça o desaquecimento da economia nos setores como o da construção civil, que empregam trabalhadores menos qualificados.
A resposta da burocracia, seguindo certo receituário burguês também empregado por estados capitalistas, como o Japão, não resolveria e não resolve, no entanto, este problema e esta crise atual. O problema é que a crise é maior quando se olham para os dados gerais da relação entre a economia chinesa e o restante da economia mundial. A economia da China, com sua rápida expansão para o mundo, aumentou sua dependência do mercado mundial, capitalista. Seus dados de importação e exportação, no primeiro semestre de 2023, também caíram. O valor total de exportações caiu 14,5%, e o das importações, 12,4% em julho, na comparação anual. Retração interna e externa revelam as contradições em que o país está mergulhado, ao se apoiar em dois pilares antagônicos, a propriedade estatal (nos principais ramos da economia) e as leis de assalariamento e de acumulação (capitalistas), que permitem concentração de riquezas em mãos privadas. A propriedade estatal permite poder de investimento e necessidade de contínua expansão para o conjunto do planeta, as leis de assalariamento e de acumulação estrangulam os mercados consumidores.
A propriedade estatal dominante, fruto da revolução, no entanto, apresenta uma potencialidade muito superior à da propriedade privada, pressionando a burocracia do Estado a se utilizar também das contradições da economia capitalista. É o que se vê, nos últimos dez anos, com a política lançada em 2013, “Belt and Road Initiative” (BRI), conhecida como a “Nova Rota da Seda”, que coloca, em outros termos e sob uma forma histórica nova, o problema da expansão de uma economia nacional, e de sua propriedade nacionalizada.
A “Nova Rota da Seda”
O projeto, lançado em 2013 pelo governo chinês, tem como objetivo interligar os continentes asiático, europeu e africano, de modo a permitir um maior escoamento das mercadorias entre os países e, sobretudo, dos manufaturados chineses para o conjunto do globo. Sua primeira etapa inclui uma série de investimentos em infraestrutura e transporte entre os países.
A iniciativa apresentada em 2013 não é, no entanto, o começo da ofensiva política econômica externa do governo chinês. O instituto norte-americano American Enterprise Institute for Public Policy Research estimou que, entre 2005 a 2018, a China já havia investido, nos cinco continentes, cerca de US$ 1,9 trilhão, algo 13 vezes maior do que os EUA investiram na reconstrução da Europa, depois da Segunda Guerra Mundial, mostrando que, mesmo antes de se tornar a principal economia industrial do planeta, o Estado chinês já se lançava em acordos e em obras de infraestrutura em outros países. Hoje, a China já é o segundo maior credor de países do planeta, atrás apenas do FMI.
A “nova rota” colocava, como objetivo inicial, conectar, de forma mais efetiva e eficiente, regiões da Europa, do Oriente Médio, da Ásia e da África. Essa conexão deve ser tanto por vias terrestres quanto marítimas (Oceano Pacífico, Índico e Mar Mediterrâneo). Para tanto, já em 2014, contava com acordos com a “União Econômica Eurasiana”, da Rússia; com o “Plano Master de Conectividade”, da ASEAN (Sudeste asiático); com a “Bright Road Initiative”, do Cazaquistão; com a “Development Road Initiative”, da Mongólia; com a iniciativa “Dois Corredores, Um Círculo Econômico”, do Vietnã.
Sete anos depois, em março de 2021, 139 países já haviam fechado acordos no interior do BRI, correspondendo a cerca de 40% do PIB global, e atingindo já quase um US$ 1 trilhão em investimentos chineses, segundo o Ministério das Relações Exteriores do país. Apenas no primeiro semestre de 2023, 103 novos acordos foram fechados com estes países, com valor total de R$ 212 bilhões em projetos de infraestrutura.
Articulando projetos já em andamento na África, a “nova rota” consolidou a China como a maior parceria econômica do continente, já há 14 anos. As suas parcerias foram responsáveis, entre 2000 a 2020, pela criação da maior rede de transportes que o continente conheceu no último século. Foram mais de 13.000 km de ferrovias, quase 100.000 km de rodovias, cerca de 1.000 pontes, quase 100 portos. Em 2020, 31% de todos os projetos de infraestrutura do continente eram realizados por empresas chinesas. E, no mesmo ano, cerca de 3.500 empresas chinesas (públicas e privadas) já estavam em toda a África.
A maior fonte de investimentos da “nova rota” é o próprio governo chinês, responsável por 65% do total, por meio da “Administração Estatal de Política Externa”, incentivando e impulsionando empresas estatais e privadas chinesas a investirem nos projetos desta política que responde à necessidade de expansão de sua economia.
Fora da “nova rota da seda”
A China tem seis, das dez maiores construtoras do planeta. Em 2021, a primeira no ranqueamento, a China State Construction & Engineering tinha uma receita anual de cerca de US$ 293 bilhões; a segunda, a China Railway Group, de US$ 124,3 bilhões; a terceira, a China Railway Construction Corporation, de US$ 120,6 bilhões; e a quarta, China Communications Construction, de US$ 80,7 bilhões. Todas tiveram crescimento recorde da receita nos últimos anos. A primeira do ranking teve um crescimento no faturamento anual de 17,1%, em 2021, em relação a 2020.
Todas estas grandes construtoras chinesas são estatais, ainda que com capital aberto. Em todas elas, o governo detém mais de 60% das ações, e atuam em todos os países do globo, mesmo naqueles que, formalmente, não aderiram ao BRI, como é o caso do Brasil.
A China Communications Construction, que é a maior do mundo em vários segmentos (construção de portos, de estradas, de pontes, etc.), apresentou uma série de projetos de infraestrutura no Brasil, em 2019. Na ocasião, foram 26 projetos que, juntos, significariam investimento de R$ 102 bilhões em dez anos. Entre as obras, estavam a construção da “Ferrovia de Integração Oeste-Leste”, para ligar Tocantins a Bahia, e a “Ferrogrão”, para ligar Mato Grosso ao Pará. Os dois projetos não caminharam sob o governo Bolsonaro. No entanto, em 2023, Lula acenou para a retomada da discussão em torno do projeto “Ferrogrão”, criticado por ambientalistas, e participou da inauguração da primeira etapa do projeto “Ferrovia de Integração Oeste-Leste” (Fiol), que tem à frente outra empresa chinesa, China Railway Engineering Group Co.
Aliás, o investimento chinês no Brasil não mudou substancialmente com a mudança de governo, como apregoam os reformistas. Apesar do discurso “antichinês” do governo anterior, a China já comparecia, em 2021, como um dos maiores investidores diretos no Brasil. Foram mais de US$ 5,9 bilhões, em 2021, com destaque para projetos ligados aos setores de petróleo, de eletricidade e de tecnologia da informação. No segmento do setor elétrico, em 2023, as empresas estatais chinesas já eram a primeira em investimento no país. Entre 2007 a 2021, já haviam investido cerca de US$ 32 bilhões. Só em obras de transmissão e de energia eólica, a companhia estatal Energy China Internacional pretende investir aproximadamente US$ 10 bilhões nos próximos anos. Dos cerca US$ 70,3 bilhões que a China investiu no Brasil, entre 2007 a 2021, 10% foram em obras de infraestrutura e em indústria manufatureira; a maior parte, 45,5%, foram em obras de geração, de transmissão e de distribuição de energia em todo país.
Estes números, no Brasil, poderiam ser repetidos em outros países, mostrando como foi a expansão da economia chinesa, e como, ao mesmo tempo, que expandiu o mercado interno, nas últimas duas décadas, por meio do crescimento de sua economia, também foi controlando setores do mercado externo de muitos países importantes, dando vazão à necessidade de expansão de sua economia.
Algumas conclusões
Apesar da “crise” no setor de construção civil no interior da China, vemos que a política do governo chinês, da burocracia do partido comunista, não é igual à dos países capitalistas. Como apontamos no OI nº 01, o setor da construção civil nos EUA, por exemplo, vive crises cíclicas, algumas das quais arrastam o mundo, como ocorreu em 2007/2008, vivendo já uma nova bolha especulativa (preço dos imóveis nas alturas em oposição à queda nas vendas). Do mesmo modo, em 2020, nos EUA e nos países da OCDE, verificava-se uma expressiva queda na produtividade do setor (em 2020, a produtividade era menor que a da década de 1970), mostrando que não se empregavam as forças produtivas em sua plenitude.
A expansão das empresas estatais chinesas por todo o globo, em especial, na área de construção civil (mas também sabemos que as empresas chinesas estatais já são as maiores na área de energia, de alimentos, etc.), mostra mecanismos de lidar com a crise “interna”, de estrangulamento do setor da construção, que nenhuma economia capitalista apresenta. A contradição das formas do capitalismo de Estado chinês se estabelece e se “resolve” (parcialmente) a partir da propriedade estatal/nacionalizada. Com a expansão dos negócios da grande propriedade estatal, sob controle da política da burocracia, a oposição da fronteira nacional (o mercado interno da China) se resolve e se recoloca, em nível superior, no mercado mundial. Esta nova fronteira opõe, hoje, China, Rússia (e outros Estados operários menores, como a Coreia do Norte) aos países imperialistas. Este é o fundamento econômico para uma terceira guerra mundial, recolocada agora, não pela oposição entre estados imperialistas, ou seja, entre capitalistas e suas propriedades, mas entre o grande capital e a propriedade estatal/nacional.
A “crise” do setor da construção civil na China não a levará para uma recessão econômica geral, nem conduzirá a uma “crise geral”. Já que o setor da construção nasceu e se desenvolveu em dimensões superiores às das economias capitalistas, tendo por base a propriedade estatal, das grandes companhias estatais, hoje as maiores do planeta. Esta crise, no entanto, deve impor à burocracia chinesa a contínua necessidade de expansão de sua economia para mais fronteiras capitalistas, ampliando, assim, a guerra comercial, a partir de medidas como as já adotadas por diferentes governos, como os de Trump e Biden, e armando ainda mais os países, como os orçamentos militares atuais já revelam.
Os governos imperialistas, que têm soberania nacional para estimular suas economias, e o fazem regularmente, por meio de políticas monetárias e investimentos diretos e indiretos nas empresas capitalistas, como vimos e vemos regularmente, por exemplo, nos “resgates” que os Bancos Centrais realizam, não contam, portanto, com este elemento central: a grande propriedade estatal/nacionalizada.
Ao longo de toda a história do capitalismo, o Estado sempre foi um investidor fundamental. Servindo para atender os interesses gerais da burguesia, atuando em áreas de infraestrutura básica, de energia, e sempre na da indústria bélica. Nos EUA, em 2020, havia, ao menos, 7.000 empresas estatais em todas as esferas governamentais. Entre 2000 a 2020, quase 900 “reestatizações” ocorreram em países imperialistas, como EUA e Alemanha, mostrando que o “capital do Estado” (riqueza acumulada em forma de impostos e ‘dividendos’ das empresas estatais) sempre foi uma alternativa para escapar das contradições colocadas pelo “capital-capital”, pelo “capital-privado”. Como a história do capitalismo comprova, e temos mostrado em nossos estudos sobre a economia dos países imperialistas, não são as “leis do mercado”, ou a lógica puramente econômica, que predominam nos dados gerais das economias capitalistas. Sob a lógica econômica, como Marx já colocara, o modo de produção socialista é inevitável, o socialismo é inevitável.
Essa é uma premissa objetiva, ligada ao desenvolvimento das forças produtivas humanas e históricas. A grande propriedade privada produz a concentração e o monopólio da produção. O monopólio da produção, por sua vez, só encontra sua “forma” superior em uma forma centralizada de gestão, a propriedade estatal, gérmen da propriedade social, quando a propriedade será de “todos e de ninguém ao mesmo tempo”.
Mas, mesmo nos mais “disciplinados” Estados capitalistas, como na Alemanha ou no Japão, em que os governos burgueses buscam disciplinar a ação do grande capital em sua autofagia, a grande propriedade privada não “cria” a propriedade estatal de forma “espontânea”. Esta será sempre uma propriedade suplementar (“alternativa”) à propriedade privada. Os vários ciclos de privatização comprovam isso: quando as empresas estatais se tornam gigantescas ou quando multinacionais se interessam por um segmento em específico, a privatização é imposta pelos governos burgueses, a despeito dos “interesses nacionais”.
Decorre disso que a propriedade estatal burguesa não “cria” o “capitalismo de Estado”: este é o raciocínio de Trostky em “A revolução traída”, ao falar da distinção entre o “estatismo” dos estados burgueses e o “estatismo” da então URSS. O “capitalismo de estado” não era uma forma de “gestão” do capitalismo, derivava diretamente do domínio da propriedade estatal.
Assim, a propriedade estatal/nacionalizada da China, e mesmo da Rússia atual, bem como suas formas de “capitalismo de Estado”, não é fruto das relações capitalistas, é fruto, ainda, da revolução proletária e de seu processo transitório para o socialismo. Em nenhum país capitalista, por mais “sui generis” que seja, como apregoam correntes revisionistas ao falar da Rússia ou da China, as relações capitalistas impuseram a dominância da propriedade estatal, de modo que ela tivesse mais peso na economia do que a propriedade privada. Como Trotsky analisa, e a história comprova, as formas estatais são sempre efêmeras e submetidas à lógica de ampliação da grande propriedade privada.
Daí que não é a propriedade privada que impulsiona as burocracias dos Estados Operários degenerados (por mais degenerados que estejam, como no caso da Rússia) a ter esta ou aquela política interna ou externa, mas é a grande propriedade estatal/nacionalizada que impõe uma política para a burocracia, já que é desta propriedade que esta mesma burocracia extrai seu poder material.
Esta análise extraímos, não a partir do “discurso” da burocracia chinesa ou russa, mas do peso social e dos dados econômicos das economias chinesas e russa nas relações mundiais. Perante os dados dos últimos 20 anos, ou se está diante do “gérmen” da economia socialista, em uma “fase de transição”, como caracterizou Trotsky, com todo o potencial produtivo expansivo, ainda que impossibilitado de realizar todo o avanço potencial que possui por conta do controle burocrático do Estado operário degenerado, ou se está diante de uma “nova” fase de desenvolvimento capitalista, sob uma nova “etapa” de expansão e crescimento, que produziu países capitalistas mais poderosos do que os que dominaram o capitalismo nos últimos duzentos anos – ou seja, que Lenin estava completamente errado ao afirmar que seria impossível constituir novas potências imperialistas depois de esgotada a partilha mundial. Em termos políticos: ou estamos no interior da análise leninista-trotskista, ou estavam “certos” os revisionistas do trotskismo, desde a década de 1930, diante do “capitalismo de Estado”, ou “democratas” de todas as vertentes, desde a década de 1990, com a queda da URSS.
