O Internacionalista n° 10 / MOVIMENTO / novembro de 2023

Atos contra o genocídio na Palestina – 29/11

A política democratizante não tem como impor aos governos e às burguesias a derrota do genocídio em Gaza


O ato convocado como jornada mundial em defesa da Palestina, em São Paulo, reuniu aproximadamente 400 pessoas. O ato contou apenas com as direções de sindicatos e organizações populares, organizações políticas partidárias e estudantis, e alguns militantes de base.

Convocado para o MASP às 18 horas, a Frente Palestina anunciou em dias anteriores que a marcha se encerraria na Praça Roosevelt, às 21 horas. O percurso e horário foi, sem dúvida, uma imposição do governo, da prefeitura e da PM aos organizadores. Não obstante, apenas foram realizadas a concentração e as falas no MASP. A precária convocatória dos sindicatos e organizações de sua base, parte da política de conciliação de classes, indicou que as direções evitaram criar as condições para uma mobilização massiva e radicalizada dos explorados e oprimidos em nossa cidade, o que aconteceu também por todo Brasil. Não ergueram as bandeiras e as reivindicações para projetar um movimento geral das massas contra o governo burguês de frente ampla de Lula/Alckmin, que impusesse, pelos métodos da luta de classes, a ruptura das relações diplomáticas, políticas e comerciais com Israel.

A trégua foi encerrada com a retomada dos bombardeios israleneses de sexta-feira (30/11). Importa assinalar aqui que o cessar-fogo temporário foi uma conquista política do Hamas, da ferrenha resistência dos palestinos a serem massacrados e expulsos de suas terras, e das manifestações em todo o mundo de apoio aos palestinos e contra o genocídio. Tratou-se de uma pausa nos objetivos dos sionistas de tomar as terras palestinas em função dos negócios bilionários com petróleo e gás que se acham em seus territórios. O genocídio dos palestinos tem por fundamento objetivos econômicos, que se revestem de preconceitos religiosos e ideológicos, apenas para encobrir os venais interesses de lucro que os EUA e a burguesia imperialista, parte dela sionista, tem na exploração das jazidas no subsolo. Os métodos nazistas do terrorismo sionista de limpeza étnica, apartheid, massacres de civis e descaracterização dos palestinos como uma raça inferior, como “não-humanos” ou ainda, bárbaros e atrasados, no mais estrito sentido de discriminação racial, é refletido pela burguesia e pequena burguesia, bem como pela grande mídia monopolista burguesa.

É necessário que as massas oprimidas organizem em toda parte um movimento geral em defesa dos palestinos, apoiado na convocatória das assembleias de base democráticas e sob um plano de reivindicações próprias, para que as tendências de ódio de classe aos patrões e governos, esses que se aliam à campanha democratizante e humanitarista de condenar o terrorismo de Hamas, e exigem hipocritamente que Israel se apegue às “leis da guerra”, ou nada fazem para impedir o genocídio e a limpeza étnica dos palestinos pelos sionistas, seja rompida, e apareça a luta verdadeira e legítima em defesa do direito dos palestinos de derrotarem seus algozes com todos os métodos que decidam, e do Hamas, contra a campanha genocida do imperialismo para sua destruição, que é a destruição da nação oprimida e suas organizações de luta.

A campanha militar do sionismo em favor de reorganizar as fronteiras do Oriente Médio a serviço dos interesses monopolistas é um resultado direto da criação artificial do Estado de Israel, de fora para dentro da Palestina, e sua estruturação histórica, sob imposição do imperialismo. Por isso, não há como defender os palestinos sem combater, em cada país, a burguesia imperialista, que tem em seus “cálculos contábeis” o genocídio e a conquista militar de territórios para alavancar seus negócios. De forma a atingir seus negócios e favorecer a luta de classes em cada país, por exemplo o boicote aos negócios dos sionistas em nosso país, que favorece a luta pela autodeterminação dos palestinos, parte integrante do objetivo da destruição revolucionária do Estado de Israel e da derrota do imperialismo. E que começa em cada país com a luta dos explorados por suas reivindicações, pela imediata ruptura das relações comerciais e políticas com Israel, e pela defesa da derrota militar dos EUA e do sionismo.

O ato em São Paulo e aqueles realizados por todo Brasil não tiveram como guia essa política, métodos e táticas da luta de classes. A exigência das correntes e sindicatos ao governo Lula/Alckmin, de romper relações com Israel e batalhar pela “paz duradora” na Palestina, não passam de lamentos lacrimosos, que nada mudam o curso do genocídio. Uma política revolucionária, proletária,  deve orientar as massas, que já tomaram uma clara posição de classe em favor dos palestinos, para erguer a luta de classes contra a burguesia e o imperialismo. A solidariedade mundial e o internacionalismo proletário se manifestam na luta contra os algozes das nações oprimidas. Os atos devem superar os relatórios dos massacres e da barbárie sionista contra os palestinos, e passar a ser um firme apoio de uma campanha organizada visando a radicalizar os protestos e impor aos governos federal e estadual, paralisando a economia, pela ruptura com Israel, pelo fim de toda ajuda econômica e compra de equipamentos militares israelenses, pelo boicote aos negócios dos sionistas nosso país, pelo bloqueio de portos e aeroportos, etc., que ajudariam a assegurar a vitória política de Hamas no cessar-fogo e avançar na luta pela autodeterminação da Palestina.

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