
O Internacionalista n° 9 / NOTAS NACIONAIS / novembro de 2023
GM anuncia 1.200 demissões
É preciso defender os empregos com a ação direta
A multinacional General Motors (GM) no dia 21/10, sábado, enviou para centenas de operários e-mails e telegramas anunciando as suas demissões. Foram demitidos ao todo 1.200 operários: 800 em São José dos Campos, 300 em São Caetano do Sul e 100 em Mogi das Cruzes.
Estas demissões ocorrem poucos meses após o Governo Federal conceder bilhões às multinacionais do setor o “Programa de Incentivo à indústria automotiva”. Segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, somente a GM recebeu este ano 50 milhões de reais em benefícios fiscais. Segundo dados do Sindimetal de SJC as vendas da montadora nos três primeiros meses do ano tiveram crescimento de 42%, em comparação ao mesmo período do de 2022 e o lucro líquido da GM no segundo trimestre do ano foi de 3,06 bilhões de dólares.
Mesmo assim, os ataques aos trabalhadores não demoraram a começar, em um primeiro momento, a GM colocou centenas de trabalhadores em layoff, em São José dos Campos, por exemplo, são 1.200. Agora, atacam com as demissões, mesmo que entre os demitidos estejam trabalhadores que estavam em layoff e que, pelo acordo coletivo, têm estabilidade no emprego até maio de 2024.
Diante das demissões, os três sindicatos metalúrgicos, Sindmetal de São José dos Campos (Conlutas), Sindmetal de São Paulo e Mogi (Força Sindical) e Sindmetal de São Caetano do Sul (Força Sindical), realizam assembleias e aprovaram greve por tempo indeterminado até que se cancele todas as demissões. A greve conjunta das categorias iniciou-se no dia 23/10.
As direções dos sindicatos enviaram cartas ao Governo Federal de Lula (PT), Estadual de Tarcísio (Republicanos) e aos prefeitos dos municípios, solicitando reuniões e pedindo que intervenham contra as demissões. Até o momento não houve resposta e quando houve, pela experiência de lutas passadas, foram somente declarações vagas e genéricas de “apoio”.
As Centrais Sindicais, por sua vez, emitiram uma nota conjunta no dia 24/10 contra as demissões. No entanto, é preciso ir além de declarações e garantir uma ampla campanha contra as demissões e mobilizações de outras categorias em apoio.
No dia 27/10 houve uma Audiência de Conciliação o TRT de Campinas, mas a patronal foi intransigente na manutenção das demissões. No dia 31/10, o TRT-15 cancelou as demissões e mandou a GM reintegrar os 839 demitidos em São José dos Campos. Quando produzimos este boletim, ainda não havia resposta da multinacional.
A experiência mostra que só é possível quebrar a intransigência da patronal com a mobilização direta do movimento operário e dos demais assalariados. O caminho dos pedidos aos governos burgueses de plantão, à justiça burguesa, ao parlamento, servem para desviar a luta e pavimentar o caminho da derrota do movimento. É preciso concentrar todas as forças na greve, realizar assembleias unitárias, fortalecer o movimento até que a GM cancele todas as 1.200 demissões!
TODO APOIO À GREVE DOS METALÚRGICOS DA GM!
PELO CANCELAMENTO DAS 1.200 DEMISSÕES!
