
O Internacionalista n° 9 / NOTAS NACIONAIS / novembro de 2023
Campanha salarial e mobilização nacional dos petroleiros
Nos dias 27, 30, 31 de outubro e 1º de novembro, houve uma série de mobilizações dos petroleiros em todo o país, com atrasos e paralisações parciais nas refinarias, subsidiárias e unidades administrativas.
As mobilizações fazem parte da campanha salarial dos petroleiros, que estão em negociação com a Petrobrás para a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2023-2024. Os petroleiros, em uma pauta unificada entre a Federação Única dos Petroleiros (FUP, filiada à CUT) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), exigem, entre outras reivindicações: a reposição das perdas salariais dos últimos anos, um aumento real proporcional ao aumento da lucratividade da empresa nos últimos anos, que o plano de saúde da empresa seja integralmente pago pela Petrobrás, etc.
O governo, na segunda proposta, indicou apenas a inflação do último ano mais 1%, o que na prática nem repõe as perdas dos últimos dois anos, e não aceitou a inclusão da ultratividade e nem alterar o custeio do plano de saúde, que atualmente é 60×40 (60% pago pela empresa e 40% pago pelos trabalhadores).
Até o momento, as duas federações se colocaram pela rejeição das duas propostas rebaixadas, apresentadas pela “nova” direção da Petrobrás, o que evidencia que, apesar da mudança de governo e da direção, a empresa de economia mista continua o ataque aos seus trabalhadores, enquanto preserva o interesse dos seus acionistas.
No entanto, para garantir as suas reivindicações, os petroleiros precisam dar um passo além da simples rejeição das propostas rebaixadas e, se apoiando nas mobilizações realizadas e na disposição de luta da categoria, organizar a greve unitária, de forma a arrancar do governo burguês as suas justas reivindicações!
