
O Internacionalista n° 11 / NOTAS OPERÁRIAS / janeiro de 2024
Volkswagen
A Volkswagen anuncia demissões para manter seus lucros
Volkswagen anunciou milhares de demissões em todas as fábricas da empresa. Como assinalou seu diretor, Thomas Schäfer, “o negócio como de costume não será suficiente sem cortes importantes”. A expectativa da empresa é chegar a um lucro líquido de R$ 10 bilhões até 2026 (em 2023, foi de R$ 16,241 milhões, 4,9% a menos que em 2022). O Brasil, sem dúvida, arcará com parte desses ataques.
Para avançar para os “novos” negócios (carros elétricos) e manter os “velhos” (carros a combustão interna), os capitalistas sempre recorrem a redução dos custos da força de trabalho, elevando a “produtividade” para, dessa forma, melhorar a “rentabilidade” (aumento imediato da massa de lucro, mesmo com a sua queda geral). Eis como o patronato responde, para equacionar a queda das vendas, ocasionada pela estagnação e crescente concorrência da produção chinesa e pela Tesla, que inundam os mercados mundiais com carros elétricos baratos.
Para os operários, isso significa arcar com a destruição de empregos, rebaixamento de salários e destruição de direitos, arcando com uma exploração mais intensiva de sua força de trabalho, para que os ricos continuem a enriquecer.
As direções sindicais deveriam estar convocando assembleias e preparando a luta pela defesa dos empregos, dos salários e dos direitos. Mas, é praxe dos burocratas deixar os operários sem qualquer preparação e orientação, para assim poder apresentar os acordos com o patronato como “inevitáveis”.
Os operários não podem ficar aguardando que se enviem os telegramas ou se apresentem os PDVs. Se o patronato já anunciou seus ataques, é preciso, desde já, organizar uma greve unitária e radicalizada em resposta. Devemos defender os empregos, os salários e as condições trabalhistas, em todo e qualquer momento, com nossos métodos próprios de luta, porque disso depende nossas condições de vida e a de nossas famílias!
