
O Internacionalista n° 12 / NOTAS OPERÁRIAS / fevereiro de 2024
Europa
Protestos de agricultores por toda Europa contra o aumento dos custos e derrubada dos ganhos
A Europa foi palco de um protesto generalizado de agricultores. Bloquearam-se rodovias e pontes, mercados e prédios de governo, exigindo o fim dos impostos sobre combustíveis, subsídios para a compra de insumos necessários à produção, a “flexibilização” da política agrícola da UE (“Pacto Verde”), e a imediata restrição à importação de produtos agrícolas mais baratos, se a produção nacional os garante para o consumo no mercado europeu. Os protestos aconteceram ao mesmo tempo na França, Espanha, Bélgica, Alemanha, Polônia, Hungria, dentre outros. Após um acordo provisório (quinta-feira, 1 de fevereiro) com o governo, foram levantadas as medidas na França. Todavia, os agricultores prometeram retornar às ações diretas, caso o governo não cumpra com o acordado.
As “medidas de guerra” europeias contra o Estado Operário russo tiveram reflexos imediatos na economia europeia, ao reduzir a oferta de energia barata e aumentar os custos de produção. A isso soma-se a legislação ambiental europeia, que fez menos “competitiva” a produção continental, em face dos produtos baratos importados das semicolônias. O aumento dos custos da produção agrícola reflete ainda o agravamento da escalada inflacionária, surgidas do financiamento da guerra na Ucrânia, jogando sobre as costas dos assalariados e da pequena burguesia os custos do belicismo europeu. Por outro lado, as contrarreformas previdenciárias e trabalhistas avançam pela UE, a serviço da valorização do capital financeiro, visando a saquear os ganhos populares em benefício de seus lucros.
A política e interesses da burguesia imperialista europeia vêm destruindo as condições de trabalho e de produção do operariado, assalariados e setores da pequena burguesia, introduzindo no continente condições para uma revolta geral contra o grande capital e seus governos. Há condições para a revolta nacional e continental contra a burguesia imperialista. Isso favorece a luta de classes e o desenvolvimento da estratégia proletária. A vanguarda está obrigada a superar a crise de direção, constituindo os partidos revolucionários, para impulsionar esses movimentos por trás da tarefa da derrota imperialista na Ucrânia e da luta revolucionária pelo fim dos ataques e pela derrubada das burguesias.
