O Internacionalista n° 14 / MOVIMENTOS / abril de 2024


Os atos de dia 31/03 e 02/04 contra o genocídio na Palestina expuseram as dificuldades em que se encontra o movimento de defesa da Palestina, por conta da falta de participação ativa e massiva das organizações de massas, e da redução da participação da comunidade árabe/palestina. O ato do dia 31 aconteceu após o Conselho de Segurança da ONU aprovar uma resolução de cessar fogo, que Israel decidiu jogar no lixo e continuar seu genocídio sobre os palestinos. Na “Feira da Morte” (02/04), os sionistas puderam fazer promoção das armas que massacram mulheres, crianças e homens na Palestina e em nosso país. Sairão com novos negócios fechados com as forças armadas e polícias do Brasil, e seus lucros irão financiar esse genocídio. Juntos, o governador Tarcísio e um Ministro do governo federal prestigiaram com sua presença os negócios da morte.
No Oriente Médio, crescem os protestos radicalizados e massivos. Mas, no Brasil, há meses não acontecem manifestações de massas nas ruas. Tampouco houve bloqueios de portos, aeroportos e fábricas, para atingir os negócios sionistas, como fez o proletariado grego, belga, espanhol ou inglês, mostrando que, além de ser possível fazer, é necessário, para impor que os governos tomem medidas práticas contra Israel, ainda que limitadas e insuficientes. Os governos de inúmeros países, assim no Brasil os governos federal e estadual, continuam fazendo negócios com os sionistas ou os facilitam, porque contam com a subserviência e paralisia das direções dos sindicatos e organizações populares, que se negam a convocar assembleias e organizar bloqueios de avenidas, ocupações de fábricas e paralisação de portos e aeroportos ligados à indústria e os transportes de armamentos sionistas. Fazem isso porque não querem afetar os interesses do governo e aliados em suas campanhas eleitorais.
As direções têm impedido o proletariado e os demais oprimidos a agirem como uma só força coletiva, capaz de impor a derrota dos interesses sionistas em cada país, e desse modo obrigar os governos a tomarem medidas concretas, práticas, contra o genocídio. As massas pararão o genocídio, quando ultrapassarem a paralisia das direções e levantarem seu programa e métodos próprios de luta.