O Internacionalista n° 15 / NOTAS INTERNACIONAIS / maio de 2024


Nas duas últimas semanas de abril, foram noticiadas as manifestações estudantis em campus universitários dos EUA, que foram ocupados por barracas, faixas e bandeiras pró-Palestina. As manifestações que ocorriam em uma dezena de universidades pelo país, se intensificaram com a repressão ocorrida em 22 de abril, quando mais de 100 pessoas foram presas, na Universidade de Columbia, no estado de Nova York. Após isso, as ocupações de campus aumentaram, chegando a ultrapassar mais de 80, com mais prisões, que ultrapassaram as 1.000.
O movimento exige que as universidades se posicionem contra o Estado de Israel, rompendo os acordos de cooperação científica. Mesmo com as prisões e as ameaças vindas das reitorias, os estudantes e mesmo professores seguem sua mobilização, inspirando estudantes de outras partes do mundo, como se viu na ocupação da Universidade de Paris, em 26 de abril, também tendo como reivindicação o posicionamento da universidade, o rompimento dos acordos e a solidariedade ao povo palestino.
Essas recentes manifestações se ligam às que a classe operária e as massas em todo o mundo têm realizado contra o genocídio de Israel contra a faixa de Gaza. O boicote ao envio de armas e insumos para o genocídio, as manifestações de rua, as ocupações são meio da luta de classes que podem potencializar a resistência palestina, impondo aos governos que auxiliam diretamente o Estado sionista de Israel a cessarem com todos os acordos, diplomáticos, econômicos, científicos. É com os métodos da ação direta que as massas mundiais podem impor uma derrota ao imperialismo e ao sionismo e mostrar a solidariedade aos palestinos.