O Internacionalista n° 15 / MOVIMENTOS / maio de 2024


Após o ato massivo de dia 15 de maio, pelos 76 anos de genocídio na Palestina, um novo ato foi convocado pela Frente Palestina, para denunciar um novo crime e ato de genocídio. O massacre desfechado contra um campo de refugiados palestinos, que assassinou dezenas de civis – a maioria mulheres e crianças, queimadas vivas ou decepadas – demonstrou que a violência sionista não tem quaisquer limites, apesar do promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI) decretar a prisão contra Netanyahu e Gallat, e da Corte Internacional de Justiça (CIJ) exigir cessar-fogo imediato.
Cada vez mais, o estado genocida de Israel está isolado, e crescem as manifestações de massas no mundo todo, em favor dos palestinos e contra o sionismo. Na Itália, foram bloqueadas ferrovias, exigindo do governo que corte relações com os sionistas. No Canadá, em Madri, na França, dezenas de milhares de manifestantes ocupam estações ferroviárias, fazem boicotes e continuam a ocupar universidades, exigindo fim do genocídio e ruptura de relações entre seus estados e Israel. Sob forte pressão dos movimentos, governos e universidades são obrigados a suspender relações, e impor embargos ao envio de armas (Bélgica e Espanha, por exemplo). Porém, a maioria dos governos continua financiando e armando os sionistas. É por isso que as capacidades militares dos genocidas não foram ainda comprometidas.
Aqui em nosso país, o proletariado e demais oprimidos não estão presentes de forma organizada nas mobilizações, e ainda não agiram com toda sua força coletiva para ajudar na derrota do sionismo. Isso é responsabilidade das direções governistas, que se negam a organizar suas bases para paralisar fábricas, ocupar avenidas e rodovias, bloquear portos e aeroportos, freando o envio de insumos (como petróleo), e pressionando com a ação direta o governo, para que rompa todos os acordos existentes entre o país com Israel.
O governo burguês de Lula/Alckmin não fez nada que possa efetivamente estrangular as bases econômicas dos sionistas genocidas em nosso país. Isso o torna em cúmplice, por inação e omissão. Não é com discursos e manifestações – apesar de terem alguma importância – que se freia a violência reacionária e genocida. Mas, sim, com a violência revolucionária das massas. Os atos têm avançado na defesa da ruptura total dos laços e acordos que unem Brasil e Israel. Agora, devem ser mais um ponto de apoio para a organização de um trabalho no interior dos sindicatos, para organizar um dia nacional de paralisações, bloqueios, ocupações e ocupações de ruas, para que a classe operária e demais oprimidos saiam da paralisia que lhes é imposta pelos petistas e aliados, e com sua força coletiva ajudem os palestinos a derrotarem o sionismo e imponham ao governo inconsequente e demagógico a ruptura total com Israel.