O Internacionalista n° 20 / MOVIMENTOS / outubro de 2024


No dia 7/10, cumpriu-se um ano da ação da resistência contra o genocídio palestino que começou há 76 anos, com a criação do Estado de Israel como um enclave militar da burguesia imperialista. Essa realidade histórica foi expressa nas palavras de ordem e nas bandeiras erguidas no ato convocado pela Frente Palestina São Paulo (FPSP), no dia 08/10, que se destacavam por defenderem a resistência armada e a ruptura imediata de todos os acordos e relações entre Brasil e Israel. A extensão do holocausto da Palestina para o Líbano e os atos abomináveis contra palestinos e libaneses que vêm impondo a radicalização de suas intervenções e reivindicações voltadas ao governo federal sobre as correntes e movimentos.
Recém-saídas das campanhas eleitorais do primeiro turno, no qual se dedicaram a mobilizar dezenas de milhares para as campanhas eleitorais, as direções petistas, estalinistas e centristas não se dispõem a organizar mais que algumas centenas para impor ao governo a imediata ruptura de relações entre o Brasil e Israel. A defesa eleitoral e política do governo burguês de frente ampla burguesa e o imobilismo imposto às bases favorecem a demagogia de desenvolver uma retórica radicalizada contra o governo em pequenos atos – reduzidos por conta desse imobilismo –, enquanto sua ação nos sindicatos e organizações favorece a hipocrisia de o governo acusar Israel de massacres e continuar com os acordos comerciais, as relações diplomáticas e o financiamento do genocídio, a exemplo do envio de petróleo. A cumplicidade do governo com o genocídio é acobertada e sustentada pelas direções que lhe servem de correia eleitoral, tornando-as, objetivamente, em corresponsáveis objetivamente dos atos do governo. Note-se ainda que o Ministério das Relações Exteriores brasileiro publicou uma nota sobre o 7 de outubro acusando o Hamas de terrorista, citando 1.200 mortes e mais de 200 prisões de judeus, e calando-se completamente sobre o genocídio de mais de 41 mil palestinos desde então.
O PPRI destacou na sua fala a importância de impulsionar a luta de classes para atacar e estrangular o sionismo e o imperialismo, e a necessidade de combinar essa luta com a da resistência palestina para poder derrotar o sionismo e o imperialismo com os métodos próprios das massas. E que essa é uma tarefa imprescindível a ser cumprida em nosso país para impor ao governo a ruptura com Israel e, assim, ajudar aos palestinos muito mais que apenas com palavras e declarações inconsequentes.