
O Internacionalista n° 20 / MOVIMENTOS / outubro de 2024
Ato da Frente Palestina – 28/09
As direções priorizam as eleições sobre a necessidade de avançar na luta pela derrota do sionismo em nosso país
Foi realizado mais um ato convocado pela Frente Palestina São Paulo (FPSP), para denunciar a projeção do genocídio sionista da Palestina para o Líbano. Horas antes, tinha sido assassinado Hassan Nasrallah, chefe político do Hezbollah, além de comandantes da milícia e um brigadeiro-general da Guarda Revolucionária do Irã. Dias antes, Israel fez explodir pagers e rádios, massacrando mais de 500 libaneses – dentre eles crianças e mulheres, e ferindo mais de 4 mil.
O agravamento da situação, com a extensão do genocídio da Palestina para o Líbano, levou a FPSP a romper a paralisia imposta pelas eleições e a criar condições de uma ampla unidade contra o sionismo e o imperialismo em nosso país. Isso foi refletido em algumas falas de membros das comunidades libanesa e palestina, que não apenas reivindicaram a resistência armada enquanto um direito na luta pela libertação, como chamaram à unidade por cima de todas as diferenças de nacionalidades, religiões etc. Não obstante, os atos permanecem ainda sob influência da política democratizante das direções governistas e seus aliados, que fazem de tudo para impedir que as massas se incorporem à luta e imponham ao governo, com a luta de classes, que rompa todas as relações com Israel.
As direções petistas, psolistas, estalinistas e centristas priorizam a eleição de seus candidatos ou a defesa do governo burguês de Lula/Alckmin, acima da necessidade e urgência de organizar greves, ocupações, bloqueios, etc. para atacar os interesses sionistas em nosso país, e ajudar na derrota dos genocidas. Essa contradição e as tarefas que dela decorrem foram erguidas e defendidas nos Manifestos distribuídos pelo PPRI e na fala do partido no ato, que reproduzimos na sequência.
