
O Internacionalista n° 20/ NOTAS OPERÁRIAS / outubro de 2024
Espanha: realizada greve de 24 horas contra o genocídio na Palestina
É necessário unificar e radicalizar a luta, para impor a ruptura total com Israel ao governo espanhol
200 sindicatos e organizações da Espanha, convocados pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) e a Confederação Sindical Solidariedade Operária, realizaram, no dia 27/09, uma greve de 24 horas “contra o genocídio e ocupação na Palestina”, exigindo que o governo espanhol rompa as relações diplomáticas, comerciais e militares com Israel. Houve ainda protestos e paralisação parcial em fábricas que produzem equipamentos militares. Estudantes universitários se ausentaram das aulas, em solidariedade à greve.
A greve demonstrou a disposição de importantes setores de avançar a via da ação direta para obrigar o governo a romper relações com Israel. Mas, suas direções políticas e sindicais não procuram radicalizar as ações coletivas, declarando a greve geral por tempo indeterminado até conquistar esse objetivo. Os maiores sindicatos do país, controlados pelas burocracias governistas, não chamaram a greve, e se negaram a convocar assembleias para que as bases decidissem.
O governo de Sánchez (do Partido Socialista Espanhol, PSOE) posa de “humanitarista”, condenado Israel e apoiando a formação do estado palestino, mas continua enviando armas e permitindo que dezenas de barcos europeus, cheios de equipamentos bélicos com destino a Israel, atraquem e reabasteçam nos portos do país, para seguir rumo à Palestina ocupada. Assim como o governo de frente ampla burguesa de Lula, o governo “socialista” espanhol faz declarações “indignadas” contra o genocídio; mas segue como ponto de apoio firme à colonização, limpeza étnica e genocídio.
As tendências de alta da luta de classes e do movimento em defesa dos palestinos permanecem acesas por toda a Europa. A greve na Espanha e as manifestações na Europa mostram que existem condições para sua radicalização e unificação, por cima das fronteiras nacionais. A defesa do programa e estratégia da autodeterminação dos palestinos e libaneses, e da derrota do sionismo e imperialismo, tem de penetrar os movimentos e os sindicatos por toda a Europa . Assim será possível impulsionar a luta das massas, se imporão aos governos as reivindicações, e se dará um passo para que os explorados e oprimidos derrotem suas burguesias e abram caminho para a revolução social.
