O Internacionalista n° 22 / NOTAS OPERÁRIAS / dezembro de 2024


Trata-se da greve de operários da Pepsico, detentora das marcas Pepsi e Elma Chips, multinacionais, com lucros anuais bilionários. Ocorreram assembleias em São Paulo e em Sorocaba, lideradas pela direção do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Laticínios e Alimentação de São Paulo (STILASP), vinculado à CUT, no dia 24 de novembro.

A greve operária é exemplar, porque é o setor do conjunto dos trabalhadores que pode impor aos capitalistas a redução geral das jornadas sem redução dos salários, retomando as lutas históricas do proletariado, do século XIX e ao longo do século XX, pela redução da exploração da força de trabalho.

Sabemos, pela composição atual dos trabalhadores do Brasil, que cerca de 40% de toda população ocupada no Brasil vive na informalidade e no subemprego, o que significa escalas de trabalho muito superiores a 44 horas semanais ou até a uma jornada de 6×1. Entretanto, quando os setores operários, que estão no coração da produção capitalista e na produção de riquezas, conseguem conquistas, estas também se estendem para o conjunto da massa de explorados. A incorporação da classe operária à luta contra a escala 6×1 abre um caminho à unidade com o conjunto dos assalariados.

Essa é a importância da greve da Pepsico, que já foi “suspensa” pela direção sindical, depois de apenas poucos dias, em função de um acordo com a Justiça, mas que deve ser estendida para todos os setores do proletariado fabril. As greves operárias podem impulsionar greves em outros setores mais precarizados, como os do comércio, onde prevalecem as jornadas mais estafantes.

Com as mobilizações de rua, com os bloqueios e ocupações de avenidas, rodovias, com a construção de uma greve geral, a partir das mobilizações e greves parciais, será possível avançar com essa pauta elementar de defesa da força viva de trabalho.


Todo apoio às greves operárias pela redução da jornada de trabalho, sem redução salarial!

Paralisar a produção e as ruas, confiando na força coletiva dos assalariados!

Ampliar e generalizar as greves pela redução das jornadas sem redução dos salários!