
O Internacionalista n° 24 / NOTAS OPERÁRIAS / fevereiro de 2025
Escala 6×1
Organizar a luta nacional pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salários!
A luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários é parte da disputa travada entre o proletariado e a burguesia pela apropriação da mais-valia. A extensão e intensificação da jornada de trabalho, aumentando seus lucros, são vitórias dos capitalistas. A redução da jornada de trabalho e aumento salarial, melhorando assim as condições de vida, são vitórias dos operários.
A greve da Pepsico, no ano passado, foi a primeira ação destacada da classe operária pelo fim da escala 6×1. Certamente será seguida por outras. 40% dos ocupados no Brasil vivem na informalidade e no subemprego, o que significa escalas de trabalho muito superiores a 44 horas semanais, ou até a uma jornada de 6×1. De fato, existem, entre comerciários e outras categorias, escalas de 10×1 ou mais. É por isso que a luta iniciada pelos operários da Pepsico pode ser uma faísca para deflagrar novas greves, se for organizada, desde já, uma luta unificada contra a escala 6×1, 10×1 etc., sob um plano de luta unitário de reivindicações. É na força coletiva e na unidade baseada na ação direta que reside a vitória do movimento pela redução da jornada, e não nas negociatas parlamentares e entre as burocracias sindicais traidoras e o patronato. E essa luta leva necessariamente a enfrentar e combater o governo burguês de Lula/Alckmin, que continua aplicando a reforma trabalhista, que legalizou regimes de trabalho análogos à semiescravidão.
A plenária nacional organizada por organizações filiadas à CSP-Conlutas, no dia 25/01/2025, aprovou a convocatória de um ato nacional contra a escala 6×1. É um momento para a retomada da luta iniciada em 2024, que mobilizou dezenas de milhares de assalariados por todo o país. Após o ato, é preciso impulsionar, imediatamente, plenárias e assembleias, para continuar a luta contra a superexploração. A reivindicação que pode unificar o proletariado e demais assalariados é a redução da jornada de trabalho e a divisão de todas as horas de trabalho, entre todos os aptos a trabalhar, sem redução dos salários! Os métodos que a imporão ao patronato são os da ação direta de massas (mobilizações de rua, ocupações de fábricas, bloqueios de avenidas e rodovias, a construção de uma greve geral etc.)!
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Pelo fim da escala 6×1!
Defender a escala móvel das horas de trabalho (divisão das horas de trabalho entre todos os aptos, sem diminuição dos salários)!
Salário mínimo vital de R$ 7.067,68 (DIEESE)!
