O Internacionalista n° 25 / SINDICAL / março de 2025


Os professores iniciaram a greve no dia 17 de fevereiro, reivindicando um reajuste de 22,07%, recusando os 6,5% propostos pelo prefeito Silvio Mendes (União Brasil). Os docentes exigem ainda o chamamento de 342 professores aprovados em concurso.
O governo negou o reajuste, alegando que impactaria a folha de pagamento em R$ 38 milhões por ano, e que a convocação dos novos professores custará mais R$ 25 milhões. E que a prefeitura não pode arcar com os R$ 63 milhões. Alega ainda que recebeu a prefeitura sem dinheiro.
O presidente do (SINDSERM), Sinésio Soares, aponta que a prefeitura teve o maior repasse da história do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB): R$ 83 milhões. Afirmou ainda que os professores vão à Câmara Municipal para pressionar os vereadores pelo reajuste.
Em todo o Brasil, desde que foi votada a Lei Nacional do Piso Salarial dos professores (lei 11738/2008), explodiram diversas greves contra os governadores e prefeitos que, mesmo recebendo os repasses do governo federal, se recusam a pagar os reajustes anuais. São mais de 700 municípios que pagam abaixo do piso nacional do magistério. No início da implementação da lei, em vários estados e municípios, as lutas também tiveram a redução das jornadas por reivindicações, e que seja aplicado a lei que prevê que um terço da jornada deve ser cumprido fora da sala de aula. Os distintos governos fizeram e fazem várias manobras para negar os reajustes e a jornada extra/classe.
Os trabalhadores da Educação sofrem um ataque e ofensiva de todos os governos contra seus direitos e empregos, com seus salários corroídos pela inflação. São as condições objetivas que os empurram a recorrer à ação direta para defenderem suas condições de vida. Entretanto, as direções sindicais fazem de tudo para desviar as lutas para o campo próprio dos inimigos dos assalariados, os parlamentos e a justiça burgueses. Para as lutas avançarem e conquistarem suas reivindicações, arrancando-as dos governos, é necessário que se construam oposições classistas e revolucionárias, que joguem fora a conciliação de classes, conquistem a direção dos sindicatos, e se apoiem na democracia operária e na ação coletiva das massas.