
O Internacionalista n° 28 / SINDICAL / junho de 2025
Sinter – RR
Importância da luta das oposições pela organização dos professores no estado de Roraima em um movimento orientado para recuperar o Sinter da direção traidora
No dia 20/05 foi realizado um ato convocado e organizado por correntes e professores independentes de oposição à direção traidora e pelega que dirige o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Roraima, o Sinter. No ato, exigiu-se a imediata convocatória a uma assembleia geral ordinária para a categoria discutir e aprovar um plano de reivindicações a ser defendido perante o governo, assim como as medidas e ações a serem tomadas para impô-lo. Este ato foi aprovado depois do ato do 14/05, organizado pelas mesmas correntes e militantes de oposição em protesto contra o imobilismo da direção. Como assinala-se no Boletim n° 1 (14/05), existe uma “revolta de um setor da vanguarda e dos trabalhadores em educação contra a criminosa política imobilista da direção do Sinter”, o que exige dar a luta para recuperar o sindicato para a luta pelas reivindicações e direitos da categoria.
A tarefa de recuperar os sindicatos exige que sejam as bases (que sofrem com a destruição de direitos, as perdas salariais e constantes ataques contra suas condições de trabalho) que decidam democraticamente o programa, os métodos e táticas mais adequadas para cumprir com esse objetivo. Por isso é que já no dia 14/05, defendemos que o primeiro passo é convocar “uma plenária de base amplamente divulgada e convocada nas escolas, chamando a categoria a discutir e organizar uma frente de ação comum em defesa dos empregos, salários e direitos, na qual se discuta e aprove um plano de ação unificado para exigir que a direção convoque imediatamente uma assembleia democrática para lutar e impor ao governo às reivindicações”. Até agora, as correntes de oposição resistem a esta proposta. Mas, não há outro caminho para a vitória do movimento impulsionado pelas oposições, se é que de verdade se pretende extirpar do sindicato a política de conciliação e colaboração de classes.
