O Internacionalista n° 29 / julho de 2025

Editorial



Governo de Frente Ampla e o eleitoralismo

Com a proximidade das eleições de 2026 e a queda de popularidade de Lula, a tendência é que nos próximos meses o Congresso, controlado pelo Centrão, faça mais exigências de emendas parlamentares e imponha novas derrotas ao governo. Já se observa também rearranjos e novos acordos partidários para isolar o PT e aliados nas listas, ou bem organizar uma frente de partidos para 2026 sem esses.
O Governo Lula acena com o discurso eleitoral de defesa dos assalariados, mas pouco faz para acabar com a escala 6×1 que superexplora uma parcela dos assalariados. Antes, continua cortando salários e orçamentos, rebaixando as condições de trabalho e estudo para garantir o parasitismo financeiro sobre a dívida pública. Por isso é que o Plebiscito Popular serve somente ao eleitoralismo, já que não se propõe a organizar a classe operária e demais oprimidos sob os métodos da ação direta.
Ao mesmo tempo, os reformistas afirmam que este é o “Congresso mais conservador” da história do país, colocando como solução o voto consciente nos candidatos de esquerda. Omitem, de um lado, que o fenômeno expressa a direitização geral das frações burguesas no Brasil e no mundo, pós crise de 2008, direitização esta que atinge o próprio PT e os seus satélites, e de outro, que o “Congresso menos conservador” da história (talvez o de 1987-1990) foi eleito ainda no período de mobilização das massas e que, mesmo assim, foi defensor do capitalismo, da propriedade privada dos meios de produção e da exploração do trabalho.


Política Operária