


O Internacionalista n° 38 / SINDICAL / abril de 2026
SindServ – São Sebastião
ELEIÇÃO DE DELEGADOS PARA O 6ºCONGRESSO NACIONAL DA CSP-CONSLUTAS NO SINDSERV SÃO SEBASTIÃO É MARCADA PELO APARELHISMO E BUROCRATISMO DE SUA DIREÇÃO
No dia 12 de março de 2026, fomos surpreendidos pela divulgação nas redes sociais do SindServ – São Sebastião da Eleição de Delegados para o 6º congresso nacional da CSP-CONLUTAS. O chamado em cima da hora convocava as bases para eleger delegados, com data para o dia 17 de março, antes da assembleia da categoria marcada para a mesma data.
O chamado às bases não se tratava de inscrição de teses ou orientava as correntes presentes na organização sobre os critérios para pleitear a vaga, apenas convocava para eleger os delegados que estariam participando pelo sindicato. Intervimos através da Corrente Sindical Marxista, que atua neste sindicato junto a Frente Combativa, para poder apresentar nossa defesa e concorrer para a escolha de delegados. Conforme informado pela direção da Unidos pra Lutar, que marcou presença na eleição e conduziu os trabalhos à mão de ferro, a inscrição para o congresso já estava determinada: ocorreria por minoria (4 vagas) e que estas estavam destinadas à direção do sindicato.
Assim, com uma imposição antidemocrática, fomos impedidos de participar enquanto sindicalizados e disputar as vagas de acordo com a liberdade de manifestação de posições políticas no Congresso da Conlutas. Também não foi possível fazer o debate e aprofundá-lo junto às bases dada a manobra e a permanente atitude da direção de nos desgastar diante dos presentes com acusações e falsificações. Ficou claro que os que contribuem voluntariamente com o sindicato tinham apenas um papel naquele momento: levantar a mão e aprovar o que já estava decidido antes de começar a reunião.
Estavam presentes na votação membros da direção do Sindicato que defenderam a tese da Unidos pra lutar. Um membro da direção que defendeu a tese da Corrente Proletária – POR e um membro da CSP-CONLUTAS que participou da eleição, mesmo não sendo servidor e não possuindo base na região, este militante não obteve votos em sua tese. Nos abstemos na votação e atuamos denunciando o cerceamento burocrático da fala, do amplo debate e a ausência da democracia sindical que deveria ter sido respeitada e instaurada nesta eleição.
ASSEMBLEIA DE 17 DE MARÇO APROVA GREVE DA CATEGORIA
Após a eleição dos delegados para o 6º Congresso Nacional da CSP – CONLUTAS, a assembleia foi constituída. Foi possível observar a permanência de membros da Unidos pra Lutar no recinto, estes atuaram intervindo na mesa e confundido a categoria, colaborando com provocações e deturpação das falas dos membros da Frente Combativa – corrente de oposição a atual direção sindical.
Após informar que o executivo municipal não respondeu aos ofícios enviados pela entidade classista, a direção abriu para as intervenções dos presentes. Atuamos relembrando a luta erguida no ano de 2025, que colocou quase 400 pessoas na rua e garantiu o reajuste nos vales (VA e VR) dos trabalhadores. Ressaltamos que essa conquista se deu devido ao movimento, bem como a necessidade as prefeitura intervir na política sindical usando os trabalhadores como massa de manobra ao exigir que estes chamassem uma assembleia extraordinária para votar o fim da campanha salarial, jogando com a precarização do trabalho e salários ao dizer que eram os vales ou nada. Denunciamos a covardia da direção ao permitir e capitular sua posição, que deveria ser a da independência de classe, ao se alinhar a chantagem do executivo.
Durante as defesas a direção propôs paralisação para o dia 10 de abril com assembleia em frente a prefeitura. Para se diferenciar da direção majoritária (Unidos pra Lutar) o POR, que também faz parte da direção sindical como minoria, defendeu que a paralisação no dia 10 de abril, com assembleia em frente a prefeitura fosse uma greve por tempo indeterminado. Em nossas falas contribuímos com a imediata necessidade de atuar nos comandos de convencimento junto às bases, para que estas possam compreender os rumos da luta e assumirem para si a necessidade da paralisação massiva neste momento. Um servidor que trabalha na SESEP – Secretaria de Serviços Públicos propôs que a atividade começasse na garagem. Por experiência pessoal, informou que “é da garagem que saem todos os trabalhadores para realizar a manutenção no município, a garagem é um local estratégico para iniciar a paralisação”.
Com os adendos a proposta da direção majoritária, a assembleia aprovou a intensificação dos comandos de base, visando o convencimento da categoria e a paralisação dos trabalhos no dia 10 de maio, com início às 6:00 horas na garagem municipal – SESEP, os trabalhadores seguirão em passeata pelas ruas do município até a frente da prefeitura onde a assembleia será realizada.
O PPRI atuará para ajudar à ctaegoria a romper o imobilismo e confiar em suas próprias forças, chamando a defender as reivindicações com a luta de classes.