


O Internacionalista n° 41 / SINDICAL / julho de 2026
SindServ – São Sebastião – LN
2ª Assembleia de prestação de contas foi uma manobra marcada por golpes da burocracia sindical e destruição da democracia operária
No dia 30 de junho de 2026, a direção do SindServ convocou suas bases para a assembleia ordinária de prestação de contas referente ao ano de 2025. O dia 30/06 é o último dia para realizar a prestação, como consta do Estatuto. Tal chamado se deu com divulgação nos grupos de servidores, redes sociais, site do sindicato e pelo mural de avisos na sede. Mas, a assembleia foi marcada pela ausência de notas comprobatórias dos gastos, pela ausência do conselho fiscal da entidade (e de sua aprovação das contas como é seu dever estatutário), bem como pelo voto de minerva da presidente, sem precedente estatutário, que aprovou as contas. Contudo, ocorreu. E aconteceu com a participação ativa das bases no debate.
O PPRI, e a Frente Combativa (FC), compreendem que a nova assembleia para tratar da mesma pauta, em 13 de julho, se tratou de uma manobra da direção (Unidos Pra Lutar/Revolução Socialista), uma vez que a do dia 30/06 não passou de uma farsa e rasgou o estatuto da entidade com o voto de desempate da presidente, o que possibilitou a aprovação de contas ainda que de forma artificial. Repudiamos o modo como essas assembleias se apresentam, com conteúdo apartado das bases, de forma burocrática e corrupta, no qual a direção apodrecida inventa subterfúgios para aprovar suas contas sem apresentar um único comprovante financeiro e sem deixar as bases minimamente cientes da real situação das contas do sindicato.
Essa segunda assembleia (de 13/07), chamada de “ordinária” pela mesa, tinha o principal e único objetivo refazer a votação, uma vez que não tinha como convalidar juridicamente um documento de assembleia com a irregularidade anti-estatutária do voto de desempate. Eis porque se viu empurrada a cercear as falas das bases do início ao fim. Logo na abertura dos trabalhos, a mesa deixou claro que se tratava de pauta única e que as pessoas que tivessem dúvidas deveriam usar de seu “direito” de se inscrever e apresentá-las dentro do tempo de um minuto. Uma militante da FC, presente na assembleia anterior, levantou a mão para solicitar esclarecimentos, o qual a mesa a ignorou, fingindo que não viu a tentativa de inscrição, então, novamente a militante pediu o direito de fala através do pedido de questão de ordem, lhe foi negado. Trata-se de uma prática burocrática ampliada no último período,, contra os membros da Corrente Sindical Marxista – Guillermo Lora, que visa silenciar qualquer crítica à direção sindical composta pela Revolução Socialista/PSOL e pela Corrente Proletária no Litoral Norte/POR. Ao observar a dinâmica estabelecida e validada pelos diversos membros da “Unidos pra Lutar” presentes, diante do cerceamento de sua fala, rompeu o método das inscrições, e a plenos pulmões denunciou o método fraudulento de aprovar contas com uma assembleia fraudulenta, repetindo o ocorrido no dia 30/06. Novamente não existiam notas que confirmassem os gastos apresentados, o acesso a eles permaneceu subordinado a requerimento para vistas, claramente o conselho fiscal não estava presente, uma vez que não foi apresentado e sequer a leitura do parecer deste em relação às contas foi apresentado. Do começo ao fim a democracia operária, bem como o estatuto da entidade, foram rasgados para aprovar por maioria (levanta-mãos amigos da direção, que nunca participam, compareceram apenas para cumprir seu papel de convalidar a fraude contábil e estatutária).
Como já assinalamos, a justificativa da mesa para a realização dessa nova assembleia de prestação de contas se deu pelo fato da mesa (presidente) votar duas vezes (voto de minerva que não consta do estatuto), contudo, a direção não podia assumir essa manobra sem se comprometer política e juridicamente. Cabe destacar que, apesar da ausência na assembleia de 13/07, a direção minoritária desse sindicato – POR, votou no dia 30 de junho a favor da aprovação das contas, fazendo coro com a burocracia em suas trapaças contábeis. Esse partido que se reivindica trotskista e faz alarde de principista, teve um papel chave na fraude do dia 30/06, bem como não fez qualquer declaração sobre a prestação de contas em que a direção foi completamente irresponsável com o manejo e administração dos fundos sindicais que são de propriedade da categoria. Partido ou corrente que é incapaz de ter uma posição de princípio clara sobre um aspecto tão sensível à moralidade e política revolucionária, não passa de uma fraude.
Através dessa nota, a militância presente no Litoral Norte denuncia a burocracia sindical de esquerda que se corrompeu politicamente e que usa do controle do aparato sindical para proteger suas fraudes, usando de favores e coleguismos para garantir a aprovação das contas de forma fraudulenta e anti-estatutária, e que mostram seu caráter de parasitas que se negam apresentar às bases todo o necessário para elas decidirem de forma consciente e responsável sobre o manejo de seus próprios fundos. Repudiamos a ação desta direção que se diz de esquerda e replica as fraudes e mal-manejo de fundos tal qual a burocracia governista e direitista. Essa direção rasgou seus laços de classe com os assalariados quando decidiu usar o aparato para proteger suas manobras e fraudes. Essa direção se corrompeu em favor de interesses próprios e nós repudiamos a “Unidos pra Lutar” que atuou como leões de chácara do aparato do qual se beneficiam financeiramente e partidariamente.